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Se um dia a internet parar, qual história você terá para contar no presente?

Por Amanda Castelucci Autílio

Na semana passada, ao retornar de um show, deparei-me com um vídeo da Gabriela Prioli no Instagram, abordando o tema “Como apresentar o real para quem aprendeu a existir no digital?”

Nos breves 4 minutos de vídeo, com explicações embasadas em artigos científicos, o tema se desdobrou claramente devido ao assunto que causou agitação nos últimos dias: a saída da TikToker Vanessa Lopes do BBB24. Uma jovem que cresceu e se desenvolveu atrás das telas e, evidentemente, ao confrontar a realidade desafiadora e bastante cruel de um confinamento, sua saúde mental foi testada, contestada, e o debate fora do programa tornou-se evidente nas diferenças entre a realidade digital e o mundo real.

No meu cotidiano, experimento essa dicotomia tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Focando no universo empresarial, na agência, lidamos com nossos clientes offline, na vida real, para enfrentar o dia a dia e prosperar naquilo que é, novamente, real. Para nós, o mundo online, por trás das telas, representa apenas a ponta do iceberg, com todo o planejamento estratégico elaborado para alcançar esse mundo dos sonhos (e muitas vezes das ilusões).

Para mim, principalmente, as redes sociais são apenas uma consequência de um trabalho bem feito na vida real. O mais impactante nisso é que esse trabalho (como acredito que acontece em muitas agências de publicidade) é questionado quando não se atinge os “likes” desejados ou os compartilhamentos. A frustração atinge seu ápice quando o número de seguidores, organicamente, não cresce na casa das centenas mensalmente – um número que, uma vez fixado na mente do cliente, é difícil de ser alterado.

Aqui surge o meu questionamento, também levantado por Gabriela Prioli: como você tem trabalhado sua marca pessoal no dia a dia? Como está gerenciando isso? O que você faz na vida real é transmitido no seu ambiente digital, ou são dois mundos paralelos que seguem caminhos opostos?

Esse questionamento vai além do status, dinheiro ou qualquer outro ganho financeiro. Ele diz respeito à sua essência, à sua verdade, ao seu eu! Relaciona-se com sua saúde mental e física, e com sua integridade.

Não é de hoje que somos alertados sobre as famosas “fake news” e as realidades de vida “fake”. São realidades insustentáveis para quem as pratica e insuportáveis para quem as segue. Lembra da máxima “você colhe o que planta”? É disso que estou falando. Esse comportamento, enraizado desde a chegada das redes sociais, é tão prejudicial que já faz parte de nós, e nos perdermos entre essas realidades é apenas uma consequência.

Portanto, afirmo e repito: compreender quem você é, o que faz, o que quer trazer para o mundo é o primeiro passo para criar uma marca sustentável, forte e autêntica. Quando você faz isso por si mesmo, impacta aqueles ao seu redor e é verdadeiro consigo mesmo.

Entenda de uma vez por todas: seus likes ou número de seguidores são apenas a consequência de sua realidade aqui fora. Se um dia a internet parar, qual história você terá para contar no presente? Trabalhe em quem você é, gerencie, cuide e perpetue isso. O mundo é muito maior do que os coraçõezinhos pulando na sua tela!

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